Números de cartões de crédito de 14 mil vão parar nas mãos de bandidos

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Dia após dia, criminosos que agem no ambiente online conseguem fazer mais vítimas com os diversos tipos de golpes. Um deles é a clonagem de cartões de crédito e débito. Somente no Estado, cerca de mil pessoas acabaram nas mãos de vigaristas durante o ano passado.

 

O Brasil, por sua vez, é o campeão nesse tipo de golpe, segundo dados de um relatório divulgado pela Axur, empresa de cibersegurança e monitoramento de risco.

 

Os números assustam e alertam para certos cuidados que devem ser tomados pelos consumidores. Segundo Eduardo Pinheiro, especialista em tecnologia da informação, os criminosos estão oferecendo os dados nas redes sociais.

 

“Antes, os bandidos comercializavam apenas na Deepweb, no submundo da internet. Porém, agora, estão mais ousados e oferecem cartões de crédito válidos originados de vazamentos em redes sociais e programas de conversas”, explicou Eduardo.

 

Os especialistas ainda alertam que é necessário que os consumidores tenham o hábito de conferir sempre sua fatura, pois, muitas vezes, alguma cobrança indevida pode passar despercebida.

 

Se constatar alguma compra do tipo, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência, de acordo com o diretor-presidente do Procon-ES, Rogério Athayde.

 

“Ao perceber o fato, deverá o consumidor, imediatamente, registrar um boletim de ocorrência, comunicar a administradora de cartão de crédito e, no caso de cobrança indevida, abrir um procedimento para contestar o débito. Se a fatura do cartão já tiver sido paga, deverá o consumidor solicitar o estorno do valor pago indevidamente”, ressaltou.

 

Nos casos de clonagem de cartões, o banco tem o dever de ressarcir o cliente, segundo a advogada Lúcia Roriz. “Se o cartão for usado sem consentimento, o consumidor deve entrar em contato com a administradora. A responsabilidade é do fornecedor. Se esse serviço é inseguro, se permite fraude, a responsabilidade é do fornecedor”.

 

Caso a operadora se negue a ressarcir, o consumidor pode procurar o Procon. “Ou ele pode ir à Justiça e pedir esse valor que ele pagou por duas vezes, pois ele pagou o que não era devido”.

 

Quem teve o cartão de crédito clonado recentemente foi a universitária Carolina Leal, de anos. Ela afirmou que percebeu a fraude quando recebeu uma notificação, durante a madrugada, de sua operadora de cartão avisando de uma compra de cerca de R$ .

 

“Era uma compra feita em um aplicativo de compras, e não tinha sido eu. Eu denunciei a compra e o meu cartão foi bloqueado temporariamente. Depois, a operadora fez o estorno do valor cobrado”, disse.

 

Carolina acredita que os criminosos conseguiram seus dados em um site, onde ela salvou as informações.

 

“A partir daí, passei a não deixar mais meus dados cadastrados, justamente para evitar que esse tipo de situação aconteça de novo.”

 

O Sistema de Autorregulação Bancária da Federação Brasileira de Bancos Febraban aprovou um novo normativo para proteção de dados pessoais, com diretrizes a serem adotadas pelas instituições para aumentar a proteção de dados dos consumidores.

 

As regras devem ser implementadas neste mês. Uma delas prevê a elaboração e implementação de programas de governança em privacidade, estabelecendo procedimentos mínimos e boas práticas para o efetivo cumprimento das normas de proteção de dados.

 

Também estabelece que deverá ser disponibilizado ao menos um canal de privacidade para o exercício desses direitos, que pode ser um canal específico ou um canal de relacionamento já existente, como as centrais de atendimento, aplicativos e internet banking.

 

Os bancos ainda poderão adotar medidas para confirmar a identidade do cliente, como forma de garantir a segurança e evitar o acesso de dados de terceiros que não são autorizados.

Somente em , cerca de mil cartões de crédito e débito foram clonados em todo o País. Este número coloca o Brasil como o campeão desse tipo de golpe.

  • Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços Abecs, alguns cuidados devem ser tomados pelos consumidores para evitar a clonagem.
  • Desconfie de e-mails e mensagens com ofertas de produtos a preços muito abaixo do normal. Podem ser e-mails falsos, enviados com o intuito de capturar dados pessoais e do cartão.
  • E-mails fraudulentos também costumam chegar no formato de sorteios, concursos, prêmios e outras supostas iniciativas de empresas conhecidas.
  • Os bancos e as empresas de cartão nunca enviam e-mail solicitando que você digite o número do seu cartão. Também nunca ligam para solicitar a devolução do cartão.
  • Pesquise antes de comprar e só compre em sites de sua confiança ou que tenham boa reputação na internet. Após a transação, salve ou imprima o comprovante de compra.
  • Na hora de fazer uma compra física, acompanhe sempre o cartão até o terminal de pagamento e não o perca de vista.
  • Em caso de perda ou roubo do cartão, entre em contato imediatamente com a central de atendimento do cartão e faça o bloqueio.

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